quinta-feira, 7 de junho de 2012

Olha-me este!

Estava eu o outro dia a falar com um amigo e ao fim de uns quantos litros de cerveja começa o rapaz a lamentar-se que quer namorada. Fonix! É assustador quando se chega a essa conclusão, o mais certo é ficar com o errado. Essas cenas não se procuram, aparecem. Quanto mais se procura, mais depressa se erra. Quanto a mim, estou em paz, o último namoro que tive acabou há mais de 4 anos e não morro por isso.
Juntar malta para os copos é sempre porreiro e somos todos amigos, mas quando se partilha uma vida, a coisa muda de figura. Remédio para isso é os casais apanharem bebedeiras quando se juntam, pode ser que resulte. Porque sóbrios são mais intragáveis e o orgulho esmorece à medida que os copos vão esvaziando. Excepção feita aos que têm "mau álcool", esses revelam toda a sua "cavalarice" e nem vale a pena perder tempo a dissertar acerca dos mesmos.
A vida torna-se mais feliz se soubermos aproveitar o que ela tem de bom, e que mesmo assim são muitas coisas. Temos de estabelecer objectivos mas não os devemos perseguir à risca, há que ser flexível. E não ficar desesperado se esses mesmos objectivos não forem atingidos. O segredo é não "stressar", uma coisa não dá, passa-se para o plano B. E daí por diante. Interessa é que lutemos. Porra, tanta coisa na vida que quis e não consegui e não me deixei ir abaixo. Qualquer um consegue isso.
Bom, mas voltando ao rapaz. Devia era aproveitar o momento para desanuviar a cabeça. A namorada trocou-o por outro, coisa mais que comum nos dias que correm. Sei que dói, a mim já aconteceu, mas o tempo cura. E acreditem, cura mesmo. E torna-nos a visão mais clara. E acabo por dar razão a quem o fez, ela estava à espera de uma coisa, a qual não cumpri. Tudo bem que a atitude dela foi a puxar para o cobarde, mas amor com amor se paga. Encostei-me e não dei o passo em frente, ela fez o que tinha a fazer. Podia ter sido pior, podia ter inventado estratagemas para me pôr as culpas em cima, para ficar bem vista dentro da sua capa de anjinho. E há pessoas que fazem isso.
As razões que levaram a que o meu amigo fosse trocado não me interessam, são privadas dos dois. Ainda por cima conheci-os já eles namoravam. Gosto dos dois, embora, claro, a ela a tenha conhecido por arrasto. Mas continuará a ser minha amiga. Posso não gostar da atitude, até porque a cobardia é das coisas que mais desprezo, mas o que se passou entre os dois, entre os dois fica e se ambos souberem ser adultos, tanto melhor.
Compreendo a dor dele e não me vou pôr a meter "mezinhas", esta merda dói e tento dar-lhe apoio. E esse apoio é ouvi-lo e estar com ele. Se bem que a minha vida agora está um bocado complicada porque os dias são muito curtos. Mas tempo arranja-se. Essa treta que o tempo cura tudo é uma estrondosa verdade, mas para quem se encontra numa situação destas é coisa que não se deve dizer, só faz pior.
Mas lá está, ela terá as suas razões e o que vou dizer a seguir é meter-me no meio, meter a minha colher de pau, ainda para mais num assunto que apenas aos dois diz respeito, mas dá-me a entender que a rapariga armou uma cilada e à primeira coisa atirou com isso à cara do rapaz, apoiando-se nisso como desculpa para acabar. Lá fica o rapaz sem entender o que de errado fez, de assim tão grave que tenha servido para pôr fim a anos de namoro. Mas passam os dias e as peças do puzzle começam a compor-se e a história a perceber-se. E pronto, lá se descobriu a "suposta verdade", anda a rapariga enamorada por outro.
Mas anda muita gente a brincar com trocas, sempre na esperança de que estão a sair para melhor. Mas esquecem-se de uma coisa, vão levar na mesma os "fantasmas" da relação anterior. Ou bem que são pessoas que se estão pouco a marimbar na forma como se sentem dentro de qualquer relação, que desde que estejam com alguém tanto se lhes faz como se lhes fez, ou então meus amigos, não dou mais que 1 mês para começarem a ver no seu interior que se calhar deveriam ter agido de outra forma.
Quanto mais não seja porque a terceira pessoa envolvida, a que motivou a troca, nada mais faz que puro marketing, do género "deixa lá o/a teu/ua namorado/a que sou muito melhor", mas depois da conquista afinal verifica-se que essa pessoa não é aquilo que diz ser. Agravado pelo facto de que a pessoa que fez a troca vem fresquinha de uma relação de anos, onde se criam hábitos e um mundo em comum com outra pessoa, do qual é difícil desligar-se. Ou então é um/a grande filho/a da puta.
Afinal isto nada mais é do que a velha história de que o Ser Humano nunca está satisfeito com o que tem, e acha sempre que os outros são melhores do que aqueles que temos.
Puto, um grande e forte abraço e força nisso, estou cá para o que precisares! (menos sexo contigo, foda-se!)