quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dez interesses

Hoje apeteceu-me escrever por aqui. Não tenho muito jeito nem paciência para estas coisas, até porque já nem sequer estou de pernas para o ar, embora às vezes pareça. Por isso não venho para aqui com a ladainha "ah e tal, ausentei-me por uns momentos e agora prometo que venho aqui sempre". Olha, venho quando me der a pachorra!
Se bem que me apetece dissertar um pouco acerca dos interesses, da falta deles, e daqueles que se interessam. Quando lhes convém.
Então vamos lá contar uma história: uma pessoa é "bonita" porque tem um bom carro, uma pessoa é "bonita" porque tem amigos... "bonitos", uma pessoa é bonita" porque tem uma casita na praia. Olha que jeitaço! O problema é quando a pessoa "bonita" deixa de ter uma ou mais dessas coisas. Ui! Que "feia"!
Mais piada tem o "aproximador" que até nem piada acha a alguns amigos da pessoa "bonita", mas e quando esses amigos passam a ser eles próprios pessoas "bonitas"? Ui que bom! E é um rodopiar de lambecuzismo! Tão inimigos que éramos, tão fofos que somos!
Ai fosga-se, que ver estas cenas puxam o tripeiro que há em mim, e mandá-los levar na peida!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Modernices

Cena espectacular vi hoje. Na próxima semana obrigações do trabalho enviam-me para Londres. E estava eu há bocado a comprar o bilhete de combóio de Gatwick para Victoria Station (é só carregar no cartão de crédito e coleccionar milhas) quando reparei que ao comprar o dito bilhete tenho direito a fazer um download de música com a duração de meia hora.
Ora que ideia fantástica tiveram estes meninos do Gatwick Express! Assim sempre vario um pouco das 900 horas de música que tenho no meu MP4 (sim, o que comprei em Singapura porque um filho da puta se lembrou de me roubar o outro MP4 em Melbourne). A isto se chama saber fazer as coisas, é uma ideia genial.
Agora resta é ver a trampa com que me vão espetar, até porque na confirmação de reserva diz que é uma seleção de músicas condicentes com a paisagem. Fosga-se! É que a avaliar pelo calibre da paisagem entre Gatwick e Londres, aquela merda deve ser de Manowar para cima! Mas não quero parecer pobre e mal agradecido, até porque a ideia é genial. Agora não me apetece fazer o download, como também não me apetece fazer muita coisa.
Aliás, a calanzice é um dos sinais dos tempos modernos. Antigamente tínhamos pouco e queríamos fazer tudo. Agora temos imenso e não queremos fazer nada. Sinais dos tempos. Ou do aumento de peso. Bom, o meu anda pelos 95 que ando a ser bem tratado, o feno é de elevadíssima qualidade, acompanhado de um belo exercício físico "escada acima, escada abaixo".
E por falar em calanzice, amanhã fondue lá em casa que a previsão aponta para preguiça de cozinhar. Este meu poder visionário é brutal! Há dias que ando a adivinhar que amanhã não me vai apetecer cozinhar. E não só, porque há meses que levo na cabeça por causa de fotografias que estão a "envelhecer em casco de carvalho". Se bem que neste caso particular tento fazer compreender que é uma questão de arte, o artista precisa de tempo. Há quem tenha esperado 2 anos pelas fotos. Aliás, pior, houve quem tivesse esperado 4 anos. Mas ainda foram a tempo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

No meio do Atlântico

Esta cena de um gajo viajar em trabalho pode ter a sua piada, mas quando se tem os tomates apertados por não se fazer a mínima do que se veio fazer, mas principalmente porque se espera por 2 planos para apresentar aos clientes, que às 23.10 ainda não os recebi, e tendo em conta que a reunião começa às 09.00 é lixado! Já para não falar das merdas que tenho aqui para estudar.
Bom, essa parte até acaba por ter a sua piada. Principalmente porque num dado momento estou a debitar uma apresentação de uma companhia aérea, e hora e meia depois estou a fazer uma apresentação completamente diferente. Mas tem mais gosto quando me enviam uma apresentação às 22.00 e ter de a estudar na íntegra porque no dia seguinte às 10.00 já a estou a apresentar.
Pelo menos posso dizer que já completei todo o circuito espanhol, visto que me faltavam as Ilhas Canárias na coleção e pois que cá estou eu em Las Palmas, a congelar no quarto e sem me entender com o ar condicionado. Cheira-me que vou dormir na varanda, que está bem quente. Mas o que soube mesmo bem foi chafurdar nuns belos petiscos espanhóis, ainda para mais à borla. Bom, mesmo que não fossem à borla... seriam à borla, contando que não me esquecesse de pedir a factura.
E deve andar aí pessoal a pensar "ganda cabrão, foi trabalhar para as Canárias! Deve ser cá um trabalho..." Pois deixem lá, daqui a 15 dias vou trabalhar para Palma de Maiorca. Sim, eu sei, há viagens de trabalho que são mesmo muito lixadas. Se bem que esta até dispensava bem. Mas pronto, ficam a saber que se quiserem vir às Canárias, podem falar avec moi.
Agora vou mas é fazer um cócó daqueles bem grandes, que quando tenho o rabo cheio de merda, a cabeça fica bloqueada. Mas no fundo o que tenho mesmo é uma preguiça do car... para estudar.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A dissertação do pipi

Veio-se-me esta à cabeça advinda de um velhinho adágio que diz que andamos 9 meses a tentar sair e uma vida inteira a tentar entrar. Falo-vos pois da patareca, caso não tenham percebido. Mas com um carago, andamos uma vida inteira a tentar entrar numa coisa que, na generalidade, é feia. O que me leva a concluir que o Ser Humano é, de facto, muito esquisito. E começa logo com a diversidade de nomes, porque dizer vagina deve parecer muito mal. Por isso é preferível dizer pachacha, patareca, pipi, senaita, fossa sumideira, parque de diversões, rata e não escrevo cona porque pode parecer má educação da minha parte.
Ao longo da minha vida vi milhares e milhares de patarecas, o que faz de mim um garanhão puro-sangue. E felizmente isso deve-se a ter uma conta no GMail, que tem uma gigantesca capacidade, que me permite receber dezenas de milhares de e-mails com patarecas. Sim, porque ao vivo a coisa pia diferente, qual peidinho de c... Se bem que o som deste último tem a sua dose de piada. E faz cócegas.
Bom, mas voltando à subjectiva beleza (ou não) da patareca, convenhamos, a maioria são feias. Mas vá lá, de vez em quando aparecem aquelas bonitinhas, que até nem dão vontade de estragar, qual peça de museu. Daí que quando essas surgem, me dá vontade de ser ourives e lapidar o diamante. É tudo uma questão psicológica. E de semântica. A semântica nada tem a ver, mas fica bem e dá um ar intelectual ao texto.
Mas muito me pergunto que raio de coisa terá a patareca assim de especial para que haja tanta gente a querer frequentar tão tropical espaço. Só se a fornicação for um acto desesperado de tentativa de homícidio a tão profundo e negro local. Vindo de mim, é normal que goste, pois a partir do momento em que devo ser o único gajo que gosta de ouvir Ban (e não tenho vergonha em afirmá-lo publicamente) é natural que goste de qualquer coisa. Mas anda por aí tanto enojado, que admiração me causa por quererem assumir papel de mineiro.
Imaginemos que se conhece um canhão (de preferência antes de beber muito álcool, porque aí qualquer chaimite parece um canhão), e um gajo fica logo de tenda armada (ou no caso feminino, em que se abre o Aquaparque) e bora lá para o Ibis da A5 ver se têm preços promocionais, pois mais vale sujar as camas deles do que o desgraçado do meu sofá, que apesar de mostrar uma incrível a resistente suspensão, já deve andar farto de cavalgadas (aqui uma nota muito positiva para o Ikea, que poderia explorar o segmento hípico). Partindo do princípio que o Ibis tem quartos disponíveis, é subir para o quarto e os preliminares do costume, vulgarmente designados de felatio (para quem não sabe, é o broche). E eis o momento de mostrar a arte e habilidade no sacanço do soutien (o meu recorde está bem abaixo de 1 segundo com uma mão) e de seguida a cuequinha. E ZAS! Um gajo pensa logo: "Foda-se, que coisa tão feia! A gaja não deve saber que tem um bicho feio entre as pernas, vou já dar cabo dele com o meu taco!" E toma de dar umas valentes vergastadas a ver se mata a coisa.
Mas vá lá, de quando em vez aparece uma daquelas patarecas em que dá mesmo vontade de chamar de pipi. Porque é tão fofinho e bonitinho, que apenas de pipi poderá ser apelidado. Que até vagina parece ofensivo. Daqueles em que até dá vontade de fazer o teste do cheiro (se assim o solicitarem posso explicar como se faz este teste e o intuito do mesmo). E no fim fica o peso na consciência do medo de ter estragado alguma coisa.
Com esta explicação espero que as mulheres deste planeta tenham percebido que a intenção dos homens é sempre a melhor, é eliminar as coisas feias que circulam por entre pares de pernas, sempre na procura do bem estar feminino, nada mais que isso. Fazemo-lo com sacrifício, mas fazemo-lo pela defesa da segurança feminina, sempre a pensar no bem-estar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ai a minha vida!

TRIIIIM TRIIIIM 
- Yesssssssss?
- Nokas, não eras tu que querias ver o Morrissey?
- Ui se era!
- És um homem com muita sorte. Não te chega conhecer moi meme, ainda vais ver o rapaz. Tenho 2 bilhetes, caso querias ir.
- Onde e a que horas?

Parte da conversa de ontem à noite, via tijolo. E a pensar contente da vida que esperei anos para ver este marmanjo ao vivo, e estava a menos de 24 horas de ver o dito.
Bom, mas o único dito que vi foi mesmo a minha pichota a mijar, mas essa já a vejo há quase 40 anos, várias vezes ao dia, porque o outro dito, vê-lo mesmo, só se for no Youtube.
Fosga-se que isto é sina! Então não é que o cabrão cancelou o concerto? Conforme disse no "Livro das Fronhas", o marmelo deve ter-se baldado para ver se a "Florência" está melhor da sua saudinha. Ou querem ver que este também lixou as cordas vocais? Olha, para os dois só vos digo: "Foda-se, gritem menos!"
E nada mais restou do que a consolação de uma belíssima pizza Pimentinha no Brisa de Mar, que além de serem cada vez melhores, ficam mesmo em conta. E mais baratas que o bilhete para o concerto. Mas fonix, não deixa de parecer perseguição. Ou praga. Quero ver um concerto há que tempos anunciado, e cancelam. Vou mas é ficar caladinho que é para os gajos não cancelarem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amar vs. mamar

Ocorreu-me este tema decorrente de diversas conversas mantidas nos últimos tempos, em que se tenta apurar que sai mais barato mamar (ou no caso, ser mamado), do que amar.
Começando por "amar", palavra cara, demasiadas (muito demasiadas) vezes utilizada como se barata fosse. Ou porque é mais barato dizer do que sentir. Palavra cara não poucas vezes referida, mas muitas vezes esquecida. E que muitas vezes vem tarde demais. Ou pura e simplesmente para atirar à cara, só porque sim, porque apetece, porque dá jeito.
Mamar. Fosga-se, não é que tenha alguma apetência por sexo profissional, mas um facto é que sai mais barata esta categoria de sexo do que ter alguém. Não há jantares, não há presentes, não há discussões (negociações à parte), não há a palavra "amar". Atenção que isto não é apenas a minha opinião, esta é generalizada.
Mas claro que amar é sempre bem melhor, faça a outra pessoa por isso, da mesma forma como temos nós de fazer por isso. E de preferência com verdade, e em seu tempo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estes gajos são mesmo do contra!

Os jornalistas, pois claro! Se o público gosta de um concerto, pois que os jornalistas não gostam. Se o público não gosta, os jornalistas já gostam. Tudo bem que cada um tem direito à sua opinião, mas há coisas que são óbvias. 50.000 marmanjos aplaudiram até mais não a actuação dos Cure no Optimus Alive. Mas meia dúzia de jornalistas não gostaram. Ou um, porque as notícias que vi eram iguais, o que me leva a pensar que só um jornalista é que foi ao concerto e os outros esperaram para fazer copy paste.
Por muito que goste dos Sétima Legião, o concerto no Coliseu foi uma banhada, embora estes tenham pouca culpa. Os jornalistas adoraram. O público foi simpático, mas notou-se alguma tristeza. Soube a pouco, muito pouco.
Mas voltando aos Cure. Foi um concerto absolutamente magistral, do melhor que já se viu. Queixam-se os jornalistas que foi muito longo. Foi? Nem dei pelas 3 horas passarem. Pelo menos tocam por prazer e não para fazer render cachés. Se são longos é porque são longos, se são curtos é porque são curtos. Fonix! Não sabem o que querem! Os gajos apresentaram um alinhamento de 36 músicas. Uma banda com o historial destes gajos tem direito a isso e muito mais. Por alguma razão eram os cabeças de cartaz do dia. Ou será que os jornalistas preferiam que os The Cure fossem para ali cumprir horários? Dasse, adorei e delirei e aguentava ver os Cure mais tempo, porque agarraram o público de forma soberba, e souberam deixar-se agarrar.
Depois da desilusão (mais que esperada) do cancelamento dos Florence + The Machine, que está mais que visto que ao vivo não os vejo, temi que nos impigissem os Xutos. Felizmente o bom gosto revelou-se e mandaram vir os Morcheeba. A estes as minhas desculpas, pois esqueci-me de vos ver. Era a chamada hora da Coca-Cola holandesa.
Boa surpresa revelaram-se os tugas (tripeiros, claaaaaaaaro!!!!!!!!!!!!!!!!) We Trust. Um belíssimo som, e coube-lhes a árdua tarefa de agarrarem o público. E agarraram, homessa! Cantarolem Time (Better Don't Stop) e logo verão a quem me refiro. Bom gosto têm estes meninos. Ainda do palco principal ficaram boas notas para Noah And The Whale e sobretudo para Mumford & Sons.
Fui cedinho para ver o primeiro concerto do dia, Lisa Hannigan. A boa escola irlandesa, num registo perfeito para uma tarde solarenga. Muita garra tem esta rapariga. Ainda no Palco Heineken vi os fantásticos The Antlers, que em nada defraudaram. Disse-me o meu primão que a música é deprimente-suicida. Vou mais longe ao catalogar a dita de depreimente-suicido-depressiva. Mas é uma som do car...! Cá para mim o homem estava com uma bebedeira do caralho, mas aguentou-se, e bem, à bomboca! Geniais. Awolnation surpreendeu e Tricky voltou em grande (e grande era a gaja que estava a cantar com ele, e grandes coisas faria eu, deixasse ela!). E após o delírio "Cureano" nada melhor que acabar a sessão com um concerto de arrasar dos Blasted Mechanism. Electrizante.
E assim foi um dia maravilhoso, recheado do que mais gosto: boa música! E a vida é tão boa! E depois foi fazer piscinas na Linha de Cascais.