terça-feira, 24 de julho de 2012

Ai a minha vida!

TRIIIIM TRIIIIM 
- Yesssssssss?
- Nokas, não eras tu que querias ver o Morrissey?
- Ui se era!
- És um homem com muita sorte. Não te chega conhecer moi meme, ainda vais ver o rapaz. Tenho 2 bilhetes, caso querias ir.
- Onde e a que horas?

Parte da conversa de ontem à noite, via tijolo. E a pensar contente da vida que esperei anos para ver este marmanjo ao vivo, e estava a menos de 24 horas de ver o dito.
Bom, mas o único dito que vi foi mesmo a minha pichota a mijar, mas essa já a vejo há quase 40 anos, várias vezes ao dia, porque o outro dito, vê-lo mesmo, só se for no Youtube.
Fosga-se que isto é sina! Então não é que o cabrão cancelou o concerto? Conforme disse no "Livro das Fronhas", o marmelo deve ter-se baldado para ver se a "Florência" está melhor da sua saudinha. Ou querem ver que este também lixou as cordas vocais? Olha, para os dois só vos digo: "Foda-se, gritem menos!"
E nada mais restou do que a consolação de uma belíssima pizza Pimentinha no Brisa de Mar, que além de serem cada vez melhores, ficam mesmo em conta. E mais baratas que o bilhete para o concerto. Mas fonix, não deixa de parecer perseguição. Ou praga. Quero ver um concerto há que tempos anunciado, e cancelam. Vou mas é ficar caladinho que é para os gajos não cancelarem.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Amar vs. mamar

Ocorreu-me este tema decorrente de diversas conversas mantidas nos últimos tempos, em que se tenta apurar que sai mais barato mamar (ou no caso, ser mamado), do que amar.
Começando por "amar", palavra cara, demasiadas (muito demasiadas) vezes utilizada como se barata fosse. Ou porque é mais barato dizer do que sentir. Palavra cara não poucas vezes referida, mas muitas vezes esquecida. E que muitas vezes vem tarde demais. Ou pura e simplesmente para atirar à cara, só porque sim, porque apetece, porque dá jeito.
Mamar. Fosga-se, não é que tenha alguma apetência por sexo profissional, mas um facto é que sai mais barata esta categoria de sexo do que ter alguém. Não há jantares, não há presentes, não há discussões (negociações à parte), não há a palavra "amar". Atenção que isto não é apenas a minha opinião, esta é generalizada.
Mas claro que amar é sempre bem melhor, faça a outra pessoa por isso, da mesma forma como temos nós de fazer por isso. E de preferência com verdade, e em seu tempo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estes gajos são mesmo do contra!

Os jornalistas, pois claro! Se o público gosta de um concerto, pois que os jornalistas não gostam. Se o público não gosta, os jornalistas já gostam. Tudo bem que cada um tem direito à sua opinião, mas há coisas que são óbvias. 50.000 marmanjos aplaudiram até mais não a actuação dos Cure no Optimus Alive. Mas meia dúzia de jornalistas não gostaram. Ou um, porque as notícias que vi eram iguais, o que me leva a pensar que só um jornalista é que foi ao concerto e os outros esperaram para fazer copy paste.
Por muito que goste dos Sétima Legião, o concerto no Coliseu foi uma banhada, embora estes tenham pouca culpa. Os jornalistas adoraram. O público foi simpático, mas notou-se alguma tristeza. Soube a pouco, muito pouco.
Mas voltando aos Cure. Foi um concerto absolutamente magistral, do melhor que já se viu. Queixam-se os jornalistas que foi muito longo. Foi? Nem dei pelas 3 horas passarem. Pelo menos tocam por prazer e não para fazer render cachés. Se são longos é porque são longos, se são curtos é porque são curtos. Fonix! Não sabem o que querem! Os gajos apresentaram um alinhamento de 36 músicas. Uma banda com o historial destes gajos tem direito a isso e muito mais. Por alguma razão eram os cabeças de cartaz do dia. Ou será que os jornalistas preferiam que os The Cure fossem para ali cumprir horários? Dasse, adorei e delirei e aguentava ver os Cure mais tempo, porque agarraram o público de forma soberba, e souberam deixar-se agarrar.
Depois da desilusão (mais que esperada) do cancelamento dos Florence + The Machine, que está mais que visto que ao vivo não os vejo, temi que nos impigissem os Xutos. Felizmente o bom gosto revelou-se e mandaram vir os Morcheeba. A estes as minhas desculpas, pois esqueci-me de vos ver. Era a chamada hora da Coca-Cola holandesa.
Boa surpresa revelaram-se os tugas (tripeiros, claaaaaaaaro!!!!!!!!!!!!!!!!) We Trust. Um belíssimo som, e coube-lhes a árdua tarefa de agarrarem o público. E agarraram, homessa! Cantarolem Time (Better Don't Stop) e logo verão a quem me refiro. Bom gosto têm estes meninos. Ainda do palco principal ficaram boas notas para Noah And The Whale e sobretudo para Mumford & Sons.
Fui cedinho para ver o primeiro concerto do dia, Lisa Hannigan. A boa escola irlandesa, num registo perfeito para uma tarde solarenga. Muita garra tem esta rapariga. Ainda no Palco Heineken vi os fantásticos The Antlers, que em nada defraudaram. Disse-me o meu primão que a música é deprimente-suicida. Vou mais longe ao catalogar a dita de depreimente-suicido-depressiva. Mas é uma som do car...! Cá para mim o homem estava com uma bebedeira do caralho, mas aguentou-se, e bem, à bomboca! Geniais. Awolnation surpreendeu e Tricky voltou em grande (e grande era a gaja que estava a cantar com ele, e grandes coisas faria eu, deixasse ela!). E após o delírio "Cureano" nada melhor que acabar a sessão com um concerto de arrasar dos Blasted Mechanism. Electrizante.
E assim foi um dia maravilhoso, recheado do que mais gosto: boa música! E a vida é tão boa! E depois foi fazer piscinas na Linha de Cascais.

domingo, 8 de julho de 2012

Expressões

Há expressões do catano! Normalmente malcriadas, mas com um misto de piada e "que raio quererá isto dizer?" Do tipo o velhinho "cona de sabão". Mas o que será cona de sabão? Essa porcaria não será venenosa? E até indigesta? OK que não há nada como uma patareca bem lavadinha e cheirosa, mas talvez fosse melhor passar água na dita para perder o sabor a sabão. Principalmente se for sabão azul que deve saber muito mal.
E o "cara de cú à paizana"? Fosga-se, querem ver que até os cús pertencem aos serviços secretos? De facto gostaria de saber como é que será um cú à paizana. De que será que o orelho se disfarça? Ou pelo menos alguém que me explicite o que é uma pessoa com cara de bufa à paizana. Bom, é capaz de haver por aí gente com caras bem bonitas, a avaliar pelos rabiosques que por aí deambulam, mas outros há que andam cheios de celulite na tromba.
"Eh pá, esta gaja parece a parte de trás de um esquentador!" Esta é uma expressão de uso recorrente e facilmente compreensível. Mas convenhamos que por vezes se torna perjurativa... para alguns esquentadores. Mal o menos se a analogia for feita a um Junkers inteligente. Do mal o menos. Mas que é o raio de uma comparação, lá isso é.
Mas piorzinho é dizer que a pessoa X parece a "parte de trás de coisa nenhuma". De facto, há muito boa gente que não tem mesmo classificação, sendo essa tão baixa que não cabe na categoria de "mais feia que uma noite de trovoada".