segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estes gajos são mesmo do contra!

Os jornalistas, pois claro! Se o público gosta de um concerto, pois que os jornalistas não gostam. Se o público não gosta, os jornalistas já gostam. Tudo bem que cada um tem direito à sua opinião, mas há coisas que são óbvias. 50.000 marmanjos aplaudiram até mais não a actuação dos Cure no Optimus Alive. Mas meia dúzia de jornalistas não gostaram. Ou um, porque as notícias que vi eram iguais, o que me leva a pensar que só um jornalista é que foi ao concerto e os outros esperaram para fazer copy paste.
Por muito que goste dos Sétima Legião, o concerto no Coliseu foi uma banhada, embora estes tenham pouca culpa. Os jornalistas adoraram. O público foi simpático, mas notou-se alguma tristeza. Soube a pouco, muito pouco.
Mas voltando aos Cure. Foi um concerto absolutamente magistral, do melhor que já se viu. Queixam-se os jornalistas que foi muito longo. Foi? Nem dei pelas 3 horas passarem. Pelo menos tocam por prazer e não para fazer render cachés. Se são longos é porque são longos, se são curtos é porque são curtos. Fonix! Não sabem o que querem! Os gajos apresentaram um alinhamento de 36 músicas. Uma banda com o historial destes gajos tem direito a isso e muito mais. Por alguma razão eram os cabeças de cartaz do dia. Ou será que os jornalistas preferiam que os The Cure fossem para ali cumprir horários? Dasse, adorei e delirei e aguentava ver os Cure mais tempo, porque agarraram o público de forma soberba, e souberam deixar-se agarrar.
Depois da desilusão (mais que esperada) do cancelamento dos Florence + The Machine, que está mais que visto que ao vivo não os vejo, temi que nos impigissem os Xutos. Felizmente o bom gosto revelou-se e mandaram vir os Morcheeba. A estes as minhas desculpas, pois esqueci-me de vos ver. Era a chamada hora da Coca-Cola holandesa.
Boa surpresa revelaram-se os tugas (tripeiros, claaaaaaaaro!!!!!!!!!!!!!!!!) We Trust. Um belíssimo som, e coube-lhes a árdua tarefa de agarrarem o público. E agarraram, homessa! Cantarolem Time (Better Don't Stop) e logo verão a quem me refiro. Bom gosto têm estes meninos. Ainda do palco principal ficaram boas notas para Noah And The Whale e sobretudo para Mumford & Sons.
Fui cedinho para ver o primeiro concerto do dia, Lisa Hannigan. A boa escola irlandesa, num registo perfeito para uma tarde solarenga. Muita garra tem esta rapariga. Ainda no Palco Heineken vi os fantásticos The Antlers, que em nada defraudaram. Disse-me o meu primão que a música é deprimente-suicida. Vou mais longe ao catalogar a dita de depreimente-suicido-depressiva. Mas é uma som do car...! Cá para mim o homem estava com uma bebedeira do caralho, mas aguentou-se, e bem, à bomboca! Geniais. Awolnation surpreendeu e Tricky voltou em grande (e grande era a gaja que estava a cantar com ele, e grandes coisas faria eu, deixasse ela!). E após o delírio "Cureano" nada melhor que acabar a sessão com um concerto de arrasar dos Blasted Mechanism. Electrizante.
E assim foi um dia maravilhoso, recheado do que mais gosto: boa música! E a vida é tão boa! E depois foi fazer piscinas na Linha de Cascais.

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