Na vida vamos descobrindo muita coisa. Novos mundos, novas coisas, a morte da bezerra e, acima de tudo, a nossa própria parvoíce. Mas lá está, isso faz sempre parte do nosso crescimento intelectual. Mas porra, muitas vezes bem que gostaria de ter nascido inteligente para evitar passar por certas situações. Mas saí burro que nem uma porta!
Ocorre-me este devaneio por uma frase que vi em Singapura, "roubada" a um escritor francês, e segue na fotografia anexa ao dito verborreio (isto se não me esquecer da a colocar).
Mas toda a burrice que leva à descoberta, e como refere André Gidé, é como o necessário afastamento de um barco do seu porto, se quer ir mais além e descobrir o Mundo. E olho para um povo português, que de corajosos aventureiros, se revela ele um caso altamente paradoxal, transcrito no seu fado, malfadando a desgraça, trancando-se na sua pequenez, julgando conhecer o que está lá fora. Por um lado, reza a História que este povo teve de se desenrascar para chegar ao outro lado do Mundo e ganhar uns cobres e ir espalhando uns calhaus pelo caminho, por outro lado, prova-nos a História um povo caguinchas e não poucas vezes invejoso.
Naturalmente que a aventura que me levou a ficar de pernas para o ar, teve de ser um desenrascanço. E, como tal, pus-me a milhas da costa para levar o barco para bem longe. Só que, porra, devo ter levado um bote de borracha que o gajo não aguentou. Mas pronto, fui para além da linha do horizonte. E após ter voltado ao porto de abrigo, recebem-me alguns velhos do Restelo, uns indignados, outros sarcásticos.
Mas quem mais me tocou foram os que, admitindo o seu "egoísmo" (neste caso, positivo), ficaram satisfeitos pelo meu regresso, tendo a necessária sensibilidade que cada um tem o barco da sua vida para levar a bom porto. Os outros, não passam de jangadas rançosas. Estes, gostariam de ir mais além, e vivem e sentem quem gostam. E gosto de quem gostou que eu voltasse, mas acima de tudo receberam-me de braços abertos e com vontade de dar um forte abraço.
Nova vida se avizinha, com aprendizagem feita. Positivismo acima de tudo e rir. Rir muito. É das coisas que mais gosto de fazer. E felizmente tenho bons amigos que me fazem rir. E cago bem de alto de que isso me faz rugas. A vida tem muita coisa boa, e é isso que temos de viver. Há que acabar com o paradoxo de querer partir à descoberta mas ao mesmo tempo não querer tirar o barco da zona de segurança.
Ocorre-me este devaneio por uma frase que vi em Singapura, "roubada" a um escritor francês, e segue na fotografia anexa ao dito verborreio (isto se não me esquecer da a colocar).
Mas toda a burrice que leva à descoberta, e como refere André Gidé, é como o necessário afastamento de um barco do seu porto, se quer ir mais além e descobrir o Mundo. E olho para um povo português, que de corajosos aventureiros, se revela ele um caso altamente paradoxal, transcrito no seu fado, malfadando a desgraça, trancando-se na sua pequenez, julgando conhecer o que está lá fora. Por um lado, reza a História que este povo teve de se desenrascar para chegar ao outro lado do Mundo e ganhar uns cobres e ir espalhando uns calhaus pelo caminho, por outro lado, prova-nos a História um povo caguinchas e não poucas vezes invejoso.
Naturalmente que a aventura que me levou a ficar de pernas para o ar, teve de ser um desenrascanço. E, como tal, pus-me a milhas da costa para levar o barco para bem longe. Só que, porra, devo ter levado um bote de borracha que o gajo não aguentou. Mas pronto, fui para além da linha do horizonte. E após ter voltado ao porto de abrigo, recebem-me alguns velhos do Restelo, uns indignados, outros sarcásticos.
Mas quem mais me tocou foram os que, admitindo o seu "egoísmo" (neste caso, positivo), ficaram satisfeitos pelo meu regresso, tendo a necessária sensibilidade que cada um tem o barco da sua vida para levar a bom porto. Os outros, não passam de jangadas rançosas. Estes, gostariam de ir mais além, e vivem e sentem quem gostam. E gosto de quem gostou que eu voltasse, mas acima de tudo receberam-me de braços abertos e com vontade de dar um forte abraço.
Nova vida se avizinha, com aprendizagem feita. Positivismo acima de tudo e rir. Rir muito. É das coisas que mais gosto de fazer. E felizmente tenho bons amigos que me fazem rir. E cago bem de alto de que isso me faz rugas. A vida tem muita coisa boa, e é isso que temos de viver. Há que acabar com o paradoxo de querer partir à descoberta mas ao mesmo tempo não querer tirar o barco da zona de segurança.

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