Pois é o que vos vou contar hoje, na falta de melhor ter. À tarde, tempo de matar saudades da Linha de Cascais, que por muitas Linhas que conheça por esse Mundo fora, continua a exercer, ou cada vez mais exerce, uma enorme força de atracção. E levar a tia a matar saudades da mesma. A rapariga já não se lembrava de metade das coisas, e novas coisas viu, tantos foram os anos sem por ali deambular.
E lá fomos para o Monte Estoril assinar o contrato de arrendamento do meu novo poiso. Ela como fiadora, eu como o gajo cheio de sorte. E chega igualmente o momento de conhecer a senhoria. E muito tive eu que me conter quando conheci tal personagem. Conter o desabafo de ao invés de dizer "boa tarde, muito gosto em conhecê-la" (que de facto tive), dizer "foda-se, você é linda!" E de facto é! É uma daquelas senhorias que dá vontade de não pagar a renda só para ela lá ir a casa exigir o pagamento.
Quanto à casa. Nada de especial. Só mesmo a dona. Havendo algumas coisas no recheio, fui perguntando se eram para ficar ou não, às quais aquela beleza com um par de pernas me ia respondendo "isso não é meu, herdei da anterior inquilina". Baril, mamei uma Sony gigante e uma liquidificadora novinha em folha. E mais umas merdices. Incluindo a merda de um sapo (?) em porcelana. Que vai aprender a voar de um 4º andar.
Quanto à anterior vizinha, reza-se que a rapariga "atendia" em casa. E vocês ao lerem isto irão logo pensar: "ai a gaja era puta? Foda-se, agora vai para lá uma puta ainda maior!" Sim, até porque comentários houve de que vou continuar a linha de negócio da casa. Pois deixá-lo ser, mas ao menos eu não cobro nada, sou um fofo. E com sorte ainda ofereço jantar. E um suminho da liquidificadora nova.
De facto sinto-me feliz e o que mais me apetece é afastar os maus olhados, aqueles que não se sentem bem com a minha presença. Mas como estou em altura de mudanças, pois que muita coisa vai mudar. Os conhecimentos também mudam ao longo dos tempos, conhecemos alguém agora, mais para a frente vai-se. E não fica qualquer razão para segurar seja o que for. Gosto muito de me dar com os meus amigos, os meus, os que amo, mas gosto também da minha privacidade. E por isso vai chegar o momento de conservar os meus, de quem eu gosto, com quem me identifico e deixar para trás o que passou.
E continuando esta história da carochinha, apetece-me contar outra. Pois na quinta-feira passada, uma grande amiga minha (atenção que a definição "grande" é meramente uma figura de estilo, considerando que a rapariga poupou na altura, mas é enorme amiga) veio a Alvalade tratar de alguns assuntos, e picou-me para o cafézinho. E eu claro, vamos a isso. E a seguir beber cafézinho com outra amiga (depois admiram-se que sou nervoso, pudera, com tanto café!). E sentamo-nos em agradável esplanada na Avenida de Roma. Mas pelo caminho iam aparecendo amigos e conhecidos, ao que a rapariga me diz "foda-se pá! Conheces bué pessoal!", levando com a resposta "foda-se, ainda se me dessem trabalho!" E bom, sentámo-nos na referida esplanada e nisto outro amigo que passa. "Então Nuno, tudo bem contigo? Já tens emprego?", e pela enésima vez lá respondi que não. E o rapaz relata o que anda a fazer, e confere o meu número de telemóvel. E o rapaz liga ontem para ir ter com ele hoje. E segunda-feira começo a trabalhar.
Toda esta lenga lenga foi só mesmo para dizer que mais feliz... é impossível. Pese embora o final do dia tenha sido preenchido com um assunto triste, foi de facto um dia demasiado feliz e que em tudo altera a minha vida. E como em muita coisa na vida, as coisas demoram a aparecer, mas quando aparecem é a dobrar. Mas a escolha está feita. E sou feliz! Muito!
E lá fomos para o Monte Estoril assinar o contrato de arrendamento do meu novo poiso. Ela como fiadora, eu como o gajo cheio de sorte. E chega igualmente o momento de conhecer a senhoria. E muito tive eu que me conter quando conheci tal personagem. Conter o desabafo de ao invés de dizer "boa tarde, muito gosto em conhecê-la" (que de facto tive), dizer "foda-se, você é linda!" E de facto é! É uma daquelas senhorias que dá vontade de não pagar a renda só para ela lá ir a casa exigir o pagamento.
Quanto à casa. Nada de especial. Só mesmo a dona. Havendo algumas coisas no recheio, fui perguntando se eram para ficar ou não, às quais aquela beleza com um par de pernas me ia respondendo "isso não é meu, herdei da anterior inquilina". Baril, mamei uma Sony gigante e uma liquidificadora novinha em folha. E mais umas merdices. Incluindo a merda de um sapo (?) em porcelana. Que vai aprender a voar de um 4º andar.
Quanto à anterior vizinha, reza-se que a rapariga "atendia" em casa. E vocês ao lerem isto irão logo pensar: "ai a gaja era puta? Foda-se, agora vai para lá uma puta ainda maior!" Sim, até porque comentários houve de que vou continuar a linha de negócio da casa. Pois deixá-lo ser, mas ao menos eu não cobro nada, sou um fofo. E com sorte ainda ofereço jantar. E um suminho da liquidificadora nova.
De facto sinto-me feliz e o que mais me apetece é afastar os maus olhados, aqueles que não se sentem bem com a minha presença. Mas como estou em altura de mudanças, pois que muita coisa vai mudar. Os conhecimentos também mudam ao longo dos tempos, conhecemos alguém agora, mais para a frente vai-se. E não fica qualquer razão para segurar seja o que for. Gosto muito de me dar com os meus amigos, os meus, os que amo, mas gosto também da minha privacidade. E por isso vai chegar o momento de conservar os meus, de quem eu gosto, com quem me identifico e deixar para trás o que passou.
E continuando esta história da carochinha, apetece-me contar outra. Pois na quinta-feira passada, uma grande amiga minha (atenção que a definição "grande" é meramente uma figura de estilo, considerando que a rapariga poupou na altura, mas é enorme amiga) veio a Alvalade tratar de alguns assuntos, e picou-me para o cafézinho. E eu claro, vamos a isso. E a seguir beber cafézinho com outra amiga (depois admiram-se que sou nervoso, pudera, com tanto café!). E sentamo-nos em agradável esplanada na Avenida de Roma. Mas pelo caminho iam aparecendo amigos e conhecidos, ao que a rapariga me diz "foda-se pá! Conheces bué pessoal!", levando com a resposta "foda-se, ainda se me dessem trabalho!" E bom, sentámo-nos na referida esplanada e nisto outro amigo que passa. "Então Nuno, tudo bem contigo? Já tens emprego?", e pela enésima vez lá respondi que não. E o rapaz relata o que anda a fazer, e confere o meu número de telemóvel. E o rapaz liga ontem para ir ter com ele hoje. E segunda-feira começo a trabalhar.
Toda esta lenga lenga foi só mesmo para dizer que mais feliz... é impossível. Pese embora o final do dia tenha sido preenchido com um assunto triste, foi de facto um dia demasiado feliz e que em tudo altera a minha vida. E como em muita coisa na vida, as coisas demoram a aparecer, mas quando aparecem é a dobrar. Mas a escolha está feita. E sou feliz! Muito!
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