quinta-feira, 19 de abril de 2012

E a novela australiana está quase no fim

Pouco falta para a minha novela por Terras Australis acabar. Depois de o mais importante estar, desde hoje, nas minhas mãos, já só falta o reembolso do dinheiro que dei pelo Mestrado, que há-de estar a caminho.Mas o mais importante mesmo para recuperar era o equipamento fotográfico, que já está nas minhas mãos. Nem queria pensar na coisa, só para não me chatear. O equipamento não vinha, cagava de alto para a fotografia, porque de onde aquele veio, já mais nenhum vem. Mas pronto, está cá e é o que interessa.
Recebi ontem uma cartinha dos CTT, e quando estes enviam semelhante coisa, é sinal que a coisa pode dar para o torto. E o dar para o torto é sinal que um gajo tem de arrotar o belo do guito e leva com uma inspecção na alfândega e tal. Pois claro, a cartinha pedia para me dirigir aos serviços alfandegários dos CTT, como se eu (ou seja quem for) tivesse todo o tempo do Mundo para estas coisas.
Nem fui com duas pedras na mão, fui com várias, a imaginar todos os filmes. Aquela gente a mandar vir comigo, eu a mandar vir com eles. A imaginar onde iria eu encontrar um pau para partir aquela merda toda. Mas principalmente partir o meu equipamento, pois se me exigissem uma fortuna para pagar o que é meu, fodia o equipamento todo à paulada, pois se não mo devolvessem, para os leilões deles é que as minhas meninas não iam. Mas lá me ia chorando ao dinheiro que eventualmente me iriam cravar.
Mas pronto, sou um puto excessivamente simpático, e lá fui simpático para a senhora que me atendeu. Explicou o porquê da coisa, sabendo perfeitamente a razão de tal coisa. Blá blá blá, encomendas extra espaço europeu e tal, tem que pagar e blá blá blá. Pois sei muito bem como é que a coisa funciona e muito chouriço mandei tirar das malas dos meus antigos passageiros. Mas esta merda não é nenhum chouriço. Posso ser um chouriço a fotografar, mas o equipamento é meu e gosto muito dele.
A senhora simpaticamente lá pediu para abrir a mala. Livros à vista e parafernália de coisas do sindicato de estudantes e outras papeladas que tal. Ia abrir o mais importante, a mala com as minhas meninas, mas a senhora, mais uma vez simpaticamente, disse que estava tudo bem e que não tinha nada a pagar. E eu a segurar a alegria!
E lá peguei na puta da mala mal amanhada comprada no chinês, o tal de onde me "bifaram" os óculos e o MP4, e saio no preciso momento em que começa a chover. Chuva e uma puta de uma mala, que além de (obviamente) partida, deve ter sido algum mineiro a desenhar, e não um designer, que aquela merda a rolar na porcaria da calçada portuguesa, debaixo de chuva, dá mau resultado e provoca a libertação de um bom rol de palavrões e praguejamentos.
Chegado ao ecritório, hora de testar o material. Vá lá, aparentemente está em condições, excepção feita a uma das caixas de filtro, partida. E o respectivo filtro riscado. Mas pronto, o que interessa é que já tenho o meu equipamento todinho junto de mim, que é onde ele está bem. E assim, faltando chegar o dinheiro, nada mais haverá a recuperar depois da novela. Se bem que a minha antiga casinha ainda está no goto.

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