Veio-me à ideia este título devido a discussão mantida ontem em chat internesco. A discussão que determinado local é melhor que outro, e se não gostas fica aí.
Ora acho que se pode criticar negativamente, mas entretanto gostar. Mas esclarecendo. Portugal tem coisas boas e coisas más. É melhor que a Austrália numas coisas, pior noutras. E vice versa, para não voltar a escrever aquela lenga lenga toda do lado australiano.
Então se digo que a Austrália tem coisas melhores que Portugal, será isso razão suficiente para ser traidor à Pátria e ter de ficar por aqui? Há que ter sentido crítico e saber comer com críticas. O facto de afirmar que a Austrália tem coisas melhores não faz de mim traidor do nosso Rectângulo. Amo o meu país mas entristece-me o facto de muita coisa estar mal, pior que economicamente, socialmente.
"Então se isso é melhor, fica aí!" Como quem diz "não precisamos de ti aqui". Pois este espírito é que ajuda na auto-destruição do país. Porque não retirar as melhores lições? Já que se diz amiúde que só se copiam as coisas más, pois então aqui está uma excelente oportunidade de copiar coisas boas. E a primeira coisa a fazer é ver o que de bom se faz para se "importar". E o oposto também se aplica.
De facto não me importaria de ficar aqui, condições houvessem. Mas querer mesmo, com muita força, queria era estar no meu Rectângulo. E foda-se, temos tudo para sermos um grande país, mas fazemos tudo para o encavar.
O espírito auto-destrutivo é abismal e amuamos só porque alguém critica. Alguns, de facto, nasceram com o pacote virado para a lua, enquanto que os outros, por compensação, têm de dar o pacote. Mas aos que nasceram com a peidola virada a Norte, falta-lhes alguma experiência de vida, falta-lhes sair do berço. E diz-vos isto quem também já foi assim. Também me chateava quando criticavam negativamente o país, embora por vezes tivesse de admitir a verdade. Também durante muitos anos fui menino protegido e acordei para a vida real mais tarde que muita gente. Mas fi-lo, daí que nenhum inexperiente na vida me venha dizer para mudar de mentalidade, porque já o fiz, acordei para a vida.
Para alguns a vida não custa, vivem à conta. Se eu assim o fosse, andava aí a esfregar a peida na praia à espera do subsídio. Mas ao menos tive-os no sítio para não sobrecarregar o Estado. Sim, sei muito bem que apenas um não faz a diferença, mas quantos também não se podiam pôr com rodinhas e viver à sua própria conta?
Tenho plena consciência de que tenho direito ao subsídio de desemprego, mas que tal fazermos por evitar? Todos querem tudo do Estado mas ninguém quer dar nada ao Estado. Preferia muito mais uma mentalidade nacional aberta e um país com oportunidades. A bem dizer, preocupa-me a minha casa e os outros que se fodam. Interessa-me é o meu país e os outros que se orientem. Naturalmente que não desejo nenhum mal aos outros país, mas para mim, em primeiro estará sempre o meu país, que os outros países têm quem deles cuide.
E muito menos admito que me venham com histórias de que se aqui é melhor, então o melhor é ficar por aqui. E muito menos o admito vindo de... bom, é melhor calar-me.
Meus amigos, isto é assim: ouvem uma comparação que país X é melhor, ao invés de amuarem, façam por mudar. Mas às vezes o facto de dizer que determinada coisa noutro país é assim, não quer dizer necessariamente que é melhor, uns fazem de uma maneira, outros fazem de outra, e a isso se chama de diversidade de ideias e de vivências. Às vezes ser diferente, significa isso mesmo, ser diferente.
Amo o nosso Rectângulo, mas não tenho qualquer problema em afirmar que aqui há coisas melhores. É um facto. E é uma grande verdade. E a primeira coisa que podíamos fazer para sermos tão bons como estes gajos era ganharmos sentido de comunidade e de entre-ajuda, porque esta merda de cada um querer saber apenas do seu quintal não nos leva a lado nenhum a não ser a um poço cheio de merda.
É chavão, mas é verdade, somos um povo de contradições. Ora num momento temos as melhores coisas do Mundo, como de repente temos as piores. Pá, temos coisas. Boas e más! Há tempos ouvi uma senhora a dizer que a sardinha portuguesa é melhor que a espanhola. Fonix, querem-me ver que a sardinha assim que passa a fronteira embeleza? É que pelo que sei grande parte das sardinhas que mamamos em Portugal vem de Espanha. E muitas outras de Marrocos e da Mauritânia. E os espanhóis também lá vão. Hum! Se calhar deve ter a ver com o tipo de redes, as nossas devem ser perfumadas.
São estas cenas que temos que perder a mania. É questão de se aplicarem pequenas regras que se aprendem em Gestão e Marketing, a puta da análise SWOT (para quem não sabe é a análise dos pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças - strenghts; weaknesses; opportunities; threats. Mais uma para a vossa cultural geral!). Basta analisar os nossos pontos fortes e explorá-los, fazer por corrigir os pontos fracos, aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. É básico! E exequível (ou como disse uma vez um professor, "fazível").
Mas pronto, as nossas nectarinas são infinitamente melhores que as de cá, que estas não sabem à ponta de um corno.
Ora acho que se pode criticar negativamente, mas entretanto gostar. Mas esclarecendo. Portugal tem coisas boas e coisas más. É melhor que a Austrália numas coisas, pior noutras. E vice versa, para não voltar a escrever aquela lenga lenga toda do lado australiano.
Então se digo que a Austrália tem coisas melhores que Portugal, será isso razão suficiente para ser traidor à Pátria e ter de ficar por aqui? Há que ter sentido crítico e saber comer com críticas. O facto de afirmar que a Austrália tem coisas melhores não faz de mim traidor do nosso Rectângulo. Amo o meu país mas entristece-me o facto de muita coisa estar mal, pior que economicamente, socialmente.
"Então se isso é melhor, fica aí!" Como quem diz "não precisamos de ti aqui". Pois este espírito é que ajuda na auto-destruição do país. Porque não retirar as melhores lições? Já que se diz amiúde que só se copiam as coisas más, pois então aqui está uma excelente oportunidade de copiar coisas boas. E a primeira coisa a fazer é ver o que de bom se faz para se "importar". E o oposto também se aplica.
De facto não me importaria de ficar aqui, condições houvessem. Mas querer mesmo, com muita força, queria era estar no meu Rectângulo. E foda-se, temos tudo para sermos um grande país, mas fazemos tudo para o encavar.
O espírito auto-destrutivo é abismal e amuamos só porque alguém critica. Alguns, de facto, nasceram com o pacote virado para a lua, enquanto que os outros, por compensação, têm de dar o pacote. Mas aos que nasceram com a peidola virada a Norte, falta-lhes alguma experiência de vida, falta-lhes sair do berço. E diz-vos isto quem também já foi assim. Também me chateava quando criticavam negativamente o país, embora por vezes tivesse de admitir a verdade. Também durante muitos anos fui menino protegido e acordei para a vida real mais tarde que muita gente. Mas fi-lo, daí que nenhum inexperiente na vida me venha dizer para mudar de mentalidade, porque já o fiz, acordei para a vida.
Para alguns a vida não custa, vivem à conta. Se eu assim o fosse, andava aí a esfregar a peida na praia à espera do subsídio. Mas ao menos tive-os no sítio para não sobrecarregar o Estado. Sim, sei muito bem que apenas um não faz a diferença, mas quantos também não se podiam pôr com rodinhas e viver à sua própria conta?
Tenho plena consciência de que tenho direito ao subsídio de desemprego, mas que tal fazermos por evitar? Todos querem tudo do Estado mas ninguém quer dar nada ao Estado. Preferia muito mais uma mentalidade nacional aberta e um país com oportunidades. A bem dizer, preocupa-me a minha casa e os outros que se fodam. Interessa-me é o meu país e os outros que se orientem. Naturalmente que não desejo nenhum mal aos outros país, mas para mim, em primeiro estará sempre o meu país, que os outros países têm quem deles cuide.
E muito menos admito que me venham com histórias de que se aqui é melhor, então o melhor é ficar por aqui. E muito menos o admito vindo de... bom, é melhor calar-me.
Meus amigos, isto é assim: ouvem uma comparação que país X é melhor, ao invés de amuarem, façam por mudar. Mas às vezes o facto de dizer que determinada coisa noutro país é assim, não quer dizer necessariamente que é melhor, uns fazem de uma maneira, outros fazem de outra, e a isso se chama de diversidade de ideias e de vivências. Às vezes ser diferente, significa isso mesmo, ser diferente.
Amo o nosso Rectângulo, mas não tenho qualquer problema em afirmar que aqui há coisas melhores. É um facto. E é uma grande verdade. E a primeira coisa que podíamos fazer para sermos tão bons como estes gajos era ganharmos sentido de comunidade e de entre-ajuda, porque esta merda de cada um querer saber apenas do seu quintal não nos leva a lado nenhum a não ser a um poço cheio de merda.
É chavão, mas é verdade, somos um povo de contradições. Ora num momento temos as melhores coisas do Mundo, como de repente temos as piores. Pá, temos coisas. Boas e más! Há tempos ouvi uma senhora a dizer que a sardinha portuguesa é melhor que a espanhola. Fonix, querem-me ver que a sardinha assim que passa a fronteira embeleza? É que pelo que sei grande parte das sardinhas que mamamos em Portugal vem de Espanha. E muitas outras de Marrocos e da Mauritânia. E os espanhóis também lá vão. Hum! Se calhar deve ter a ver com o tipo de redes, as nossas devem ser perfumadas.
São estas cenas que temos que perder a mania. É questão de se aplicarem pequenas regras que se aprendem em Gestão e Marketing, a puta da análise SWOT (para quem não sabe é a análise dos pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças - strenghts; weaknesses; opportunities; threats. Mais uma para a vossa cultural geral!). Basta analisar os nossos pontos fortes e explorá-los, fazer por corrigir os pontos fracos, aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças. É básico! E exequível (ou como disse uma vez um professor, "fazível").
Mas pronto, as nossas nectarinas são infinitamente melhores que as de cá, que estas não sabem à ponta de um corno.
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