Em conversa mantida esta noite, acerca do que se diz por aí em termos de emigração, fiquei a par de mais uma pérola do jornalismo que se vai praticando por terras do Rectângulo. Parece que agora andam fixados nos emigrantes que vêem os seus projectos falhados. Como que em tons de requintada malvadez e desdém parece que agora interessa de sobremaneira os migras que bazam e acabam por voltar porque não conseguiram nada. Incluo-me nesse pacote e não tenho qualquer problema em admiti-lo, uns conseguem, outros não, é uma questão de sorte. Mas pelo menos tentei e isso ninguém pode negar.
Mais uma vez verificamos o subalternismo dos pseudo-jornalistas da nossa praça, que tal como os sindicalistas, são outro bando de "lambecuzistas", sempre ao dispor dos políticos, não da política. Cantam constantemente a isenção do jornalismo face ao poder. Mas desafinam como tudo! Porque cantam uma coisa, mas tocam outra. E é bem patente a promiscuidade entre estes dois poderes.
Muito teriam de aprender acerca de isenção. Em vez de gozarem com a situação de gente que tenta uma vida melhor noutros países, sim, porque no nosso próprio país não temos qualquer oportunidade, porque os mentecaptos é que conseguem do melhor, daí muitos serem jornalistas, deviam era preocupar-se com a situação destes.
Não saí de Portugal só porque sim, saí por não ter direito a uma única oportunidade, não saí para andar a passear. A coisa não correu bem, mas sinto-me gozado pela nossa escroque comunicação social, que é um dos maiores cancros da sociedade lusa. Aos meus amigos e conhecidos que trabalham no meio não devo qualquer pedido de desculpas pela generalização, deverão antes tentar compreender a situação. Tanto falam de isenção e fazem tudo menos isso.
Não são capazes de se limitar ao seu serviço básico, que é informar. Procuram o "veneno" em prol da defesa dos seus amigos políticos. A promiscuidade existente não é oficial, mas ela existe. "Vamos ali almoçar, preciso de um favor", isto é o que existe, esta promiscuidade é a de mesa de restaurante ou quarto de motel. O jornalismo no Rectângulo é pura e simplesmente um veículo de comunicação totalmente ao serviço dos políticos, do poleiro, do protagonismo.
Senão vejamos as coberturas vergonhosas que fazem das manifestações, isto quando estas não calham em dia de praia. O que é que preocupa os doutos jornalistas nas suas coberturas? O chouriço assado, a porrada, os índios. É só isso que lhes preocupa ao invés de transmitirem a verdadeira mensagem. Ficou bem patente na manifestação de 12 de Março de 2011 o que os jornalistas foram fazer às manifestações, foram procurar sangue, não foram procurar motivações. Sabendo de antemão que iam haver agentes provocadores que pretendiam desestabilizar. Cambada de otários, pois nem um nem outro bando conseguiram os seus intentos. Tiveram azar, houve alguns políticos, que na ânsia de conseguirem protagonismo, se colaram à grande. Alguns até estão no poleiro agora e até já não gostam nada destas coisas de manifestações.
Parece então que é motivo de chacota a malta que se vai embora e pouco tempo depois está de volta, porque andou a dormir em baixo de pontes. Se isso é motivo de chacota, então mais me parece que estes ditos jornalistas são uma cambada de perfeitos anormais. Nada mais fazem do que serventia aos poderes instaurados.
E o povo não tem voz. Porque não quer. E porque isto está bom é para a praia ou para ver o Benfica. Bom, se calhar seria bom que o Sporting fosse o clube com mais adeptos no país. Esta merda num Inverno bem chuvoso piava de outra forma. E o povo não tem voz não só porque não quer, mas porque também não deixam, e povo deixa que isso aconteça, é amorfo.
Há duas semanas foram as eleições internas do Partido aqui do Governo. A Primeira-Ministro ganhou com 12 votos de diferença. Logo começaram as campanhas de comunicação, uma a dizer que foi uma vitória estrondosa (73 contra 61), outro, o derrotado, a dizer que é um claro sinal que as coisas não estão bem. E a mim quer-me fazer parecer que o derrotado não deixa de ter a sua razão. E porque digo isto? Porque aqui a comunicação social explorou bem o assunto, mas explorou-o como manda o código deontológico. Apesar de algumas bocas, apenas se limitaram a serem veículos de transmissão de informação. Mostraram entrevistas de rua a pessoas a favor do Governo, contra o Governo e ainda os casos mais problemáticos, aqueles que não lhes interessa. Isto sim, é jornalismo, é formação no sentido de formação de opinião. Não é essa merda que esses alarves para aí fazem, que só passam recados do Governo e apenas transmitem as entrevistas feitas a energúmenos que mal conseguem articular duas palavras seguidas.
De facto, entristece-me ver um povo fraco rodeado de um jornalismo do mais rasca, com supostos formadores de opinião que nada mais são que uns cagões mal amados. E aqui falo directamente do meu ódio de estimação, esse alarve que é o Miguel Sousa Tavares, um tal de suposto plagiador. Digo suposto porque não ficou provado, não tendo por isso qualquer direito de o acusar, mas onde há fumo há fogo. Pois então são marmelos destes que ficam encarregues de formar a opinião de um povo, que já de si é completamente desinteressado? Este gajo, de facto, representa uma grande fatia de portugueses, aqueles que têm de ser do contra porque é bem, porque têm de ter sempre uma opinião diferente. Sinceramente, o canal de televisão onde este gajo vomita só tem a perder e já devia ter sido escorraçado há muito, mas mesmo muito tempo. A arrogância e pedância de tal sujeito é de tal ordem, que me dá comichão só de o ver, quanto mais ouvi-lo. Mas lá está, é o espelho do jornalismo português.
Tudo isto acontece por sermos um povo amorfo, e não como na Islândia que mandaram o ex-Primeiro-Ministro para tribunal. Ou como aqui, que a classe política está sob constante escrutínio. E a PM, por muitos tomates e descaramento que a mulher tenha, e que lhe tiro o chapéu por isso, muito me cheira que não chega ao fim do mandato. A pressão pública é de tal ordem que ela não o admite, mas sabe que tem o lugar em risco. A comunicação social faz o quê? Limita-se ao seu serviço básico, informar. Aí anda tudo à procura de poleiro e protagonismo e é ver muitos jornalistas da nossa praça a arcagarem-se como bois com um gigante par de cornos. Tenham coragem, sejam isentos. Se é para fazerem o que fazem, inscrevam-se logo nos partidos políticos. E tu povo, levanta-me esse rabo e mexe-te!
Aqui a opinião pública conta, e muito. E começa desde cedo. E sai já um exemplo bem recente: a minha Universidade lançou uma regra que prevê um aumento considerável do número de horas de aulas, impossível de conciliar para quem trabalha, sendo mais grave para quem lhes dá o verdadeiro sustento, os estudantes internacionais. O Sindicato dos Estudantes (aí mais conhecido por Associação de Estudantes) opôs-se veementemente e exigiram a anulação imediata da nova regra, sob pena total de greve e interrupção de pagamentos. Negociações feitas e a regra avançou mas apenas com mais um dia de aulas. Dá então para ver o que acontece quando o povo se levanta, certo? Outros países há em que as associações de estudantes são boas portas de entrada para partidos políticos e para se baldar às aulas e mesmo assim passar de ano. E é ver gajos de barba feita, a parecer mais velhos que eu, a pavonearem-se por essas Universidades fora.
Mais uma vez verificamos o subalternismo dos pseudo-jornalistas da nossa praça, que tal como os sindicalistas, são outro bando de "lambecuzistas", sempre ao dispor dos políticos, não da política. Cantam constantemente a isenção do jornalismo face ao poder. Mas desafinam como tudo! Porque cantam uma coisa, mas tocam outra. E é bem patente a promiscuidade entre estes dois poderes.
Muito teriam de aprender acerca de isenção. Em vez de gozarem com a situação de gente que tenta uma vida melhor noutros países, sim, porque no nosso próprio país não temos qualquer oportunidade, porque os mentecaptos é que conseguem do melhor, daí muitos serem jornalistas, deviam era preocupar-se com a situação destes.
Não saí de Portugal só porque sim, saí por não ter direito a uma única oportunidade, não saí para andar a passear. A coisa não correu bem, mas sinto-me gozado pela nossa escroque comunicação social, que é um dos maiores cancros da sociedade lusa. Aos meus amigos e conhecidos que trabalham no meio não devo qualquer pedido de desculpas pela generalização, deverão antes tentar compreender a situação. Tanto falam de isenção e fazem tudo menos isso.
Não são capazes de se limitar ao seu serviço básico, que é informar. Procuram o "veneno" em prol da defesa dos seus amigos políticos. A promiscuidade existente não é oficial, mas ela existe. "Vamos ali almoçar, preciso de um favor", isto é o que existe, esta promiscuidade é a de mesa de restaurante ou quarto de motel. O jornalismo no Rectângulo é pura e simplesmente um veículo de comunicação totalmente ao serviço dos políticos, do poleiro, do protagonismo.
Senão vejamos as coberturas vergonhosas que fazem das manifestações, isto quando estas não calham em dia de praia. O que é que preocupa os doutos jornalistas nas suas coberturas? O chouriço assado, a porrada, os índios. É só isso que lhes preocupa ao invés de transmitirem a verdadeira mensagem. Ficou bem patente na manifestação de 12 de Março de 2011 o que os jornalistas foram fazer às manifestações, foram procurar sangue, não foram procurar motivações. Sabendo de antemão que iam haver agentes provocadores que pretendiam desestabilizar. Cambada de otários, pois nem um nem outro bando conseguiram os seus intentos. Tiveram azar, houve alguns políticos, que na ânsia de conseguirem protagonismo, se colaram à grande. Alguns até estão no poleiro agora e até já não gostam nada destas coisas de manifestações.
Parece então que é motivo de chacota a malta que se vai embora e pouco tempo depois está de volta, porque andou a dormir em baixo de pontes. Se isso é motivo de chacota, então mais me parece que estes ditos jornalistas são uma cambada de perfeitos anormais. Nada mais fazem do que serventia aos poderes instaurados.
E o povo não tem voz. Porque não quer. E porque isto está bom é para a praia ou para ver o Benfica. Bom, se calhar seria bom que o Sporting fosse o clube com mais adeptos no país. Esta merda num Inverno bem chuvoso piava de outra forma. E o povo não tem voz não só porque não quer, mas porque também não deixam, e povo deixa que isso aconteça, é amorfo.
Há duas semanas foram as eleições internas do Partido aqui do Governo. A Primeira-Ministro ganhou com 12 votos de diferença. Logo começaram as campanhas de comunicação, uma a dizer que foi uma vitória estrondosa (73 contra 61), outro, o derrotado, a dizer que é um claro sinal que as coisas não estão bem. E a mim quer-me fazer parecer que o derrotado não deixa de ter a sua razão. E porque digo isto? Porque aqui a comunicação social explorou bem o assunto, mas explorou-o como manda o código deontológico. Apesar de algumas bocas, apenas se limitaram a serem veículos de transmissão de informação. Mostraram entrevistas de rua a pessoas a favor do Governo, contra o Governo e ainda os casos mais problemáticos, aqueles que não lhes interessa. Isto sim, é jornalismo, é formação no sentido de formação de opinião. Não é essa merda que esses alarves para aí fazem, que só passam recados do Governo e apenas transmitem as entrevistas feitas a energúmenos que mal conseguem articular duas palavras seguidas.
De facto, entristece-me ver um povo fraco rodeado de um jornalismo do mais rasca, com supostos formadores de opinião que nada mais são que uns cagões mal amados. E aqui falo directamente do meu ódio de estimação, esse alarve que é o Miguel Sousa Tavares, um tal de suposto plagiador. Digo suposto porque não ficou provado, não tendo por isso qualquer direito de o acusar, mas onde há fumo há fogo. Pois então são marmelos destes que ficam encarregues de formar a opinião de um povo, que já de si é completamente desinteressado? Este gajo, de facto, representa uma grande fatia de portugueses, aqueles que têm de ser do contra porque é bem, porque têm de ter sempre uma opinião diferente. Sinceramente, o canal de televisão onde este gajo vomita só tem a perder e já devia ter sido escorraçado há muito, mas mesmo muito tempo. A arrogância e pedância de tal sujeito é de tal ordem, que me dá comichão só de o ver, quanto mais ouvi-lo. Mas lá está, é o espelho do jornalismo português.
Tudo isto acontece por sermos um povo amorfo, e não como na Islândia que mandaram o ex-Primeiro-Ministro para tribunal. Ou como aqui, que a classe política está sob constante escrutínio. E a PM, por muitos tomates e descaramento que a mulher tenha, e que lhe tiro o chapéu por isso, muito me cheira que não chega ao fim do mandato. A pressão pública é de tal ordem que ela não o admite, mas sabe que tem o lugar em risco. A comunicação social faz o quê? Limita-se ao seu serviço básico, informar. Aí anda tudo à procura de poleiro e protagonismo e é ver muitos jornalistas da nossa praça a arcagarem-se como bois com um gigante par de cornos. Tenham coragem, sejam isentos. Se é para fazerem o que fazem, inscrevam-se logo nos partidos políticos. E tu povo, levanta-me esse rabo e mexe-te!
Aqui a opinião pública conta, e muito. E começa desde cedo. E sai já um exemplo bem recente: a minha Universidade lançou uma regra que prevê um aumento considerável do número de horas de aulas, impossível de conciliar para quem trabalha, sendo mais grave para quem lhes dá o verdadeiro sustento, os estudantes internacionais. O Sindicato dos Estudantes (aí mais conhecido por Associação de Estudantes) opôs-se veementemente e exigiram a anulação imediata da nova regra, sob pena total de greve e interrupção de pagamentos. Negociações feitas e a regra avançou mas apenas com mais um dia de aulas. Dá então para ver o que acontece quando o povo se levanta, certo? Outros países há em que as associações de estudantes são boas portas de entrada para partidos políticos e para se baldar às aulas e mesmo assim passar de ano. E é ver gajos de barba feita, a parecer mais velhos que eu, a pavonearem-se por essas Universidades fora.
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