Há alturas na vida em que temos de tomar decisões muito sérias na nossa vida. Foi o que fiz quando vi o desemprego à porta. Achei que seria uma ideia boa mudar de ares e ir para onde (pensava eu) há mais oportunidades. Ao mesmo tempo apostava (mais uma vez) em formação.
Pois que mudei de ares, mas o cheiro continuou o mesmo. Vejo-me no mesmo beco, com portas a fecharem-se. Como sabem, a única coisa que arranjei aqui foi trabalhar nas obras, mas que se torna incomportável conciliar com os estudos. E o resto já sabem, mas se não percebem façam o favor de o tentar fazer, de perceber.
Pois que chegou novo momento de tomar outra grande decisão, e analisando o pouco tempo que aqui estive, em que pouco ou nada correu bem, as opções são poucas, com a mais forte a ser a do regresso. Não dá para esperar mais tempo, pese embora tenha pesquisado activamente emprego, este não apareceu e ainda vou a tempo de pedir reembolso do dinheiro despendido no primeiro semestre, e mesmo que não seja todo, uma boa parte poderá ser recuperado, e assim o prejuízo não será total.
Tenho pena que a coisa não tenha resultado, principalmente depois de tudo o que abdiquei. Esta é uma cidade fabulosa para se viver, a Universidade, apesar da desorganização, tem bastante nível e tenta proporcionar o melhor aos seus alunos, mas lá está, sem dinheiro não há festa. Tentar conciliar o trabalho como trolha com os estudos só iria prejudicar estes e traria como consequência problemas com a Imigração. Em caso de reprovação em alguma disciplina o visto é cancelado e não há direito a qualquer reembolso. E se voltar agora ainda volto com algum no bolso.
Cancelei hoje a minha matrícula e amanhã vou pedir o reembolso, tendo agora 28 dias para sair. Volto para Portugal com mais uma lição de vida. Pelo menos aprendi aqui novas formas de ver a vida, que espero manter ao longo da minha vida, assim esta deixe.
Se desiludi alguém, tenho pena, também eu me sinto desiludido. A vida continua e nunca se devem baixar os braços. O que estou a fazer pode parecer um baixar de braços, mas não é. É precaver-me contra um destino que se obvia, por isso mais vale sair daqui a bem do que arranjar problemas no futuro. E assim se deixam portas abertas.
Por muito que uma pessoa diga que pensa em tudo, acaba mesmo por nunca pensar em tudo. Falharam-me alguns cálculos ao início, talvez levado pela música que cantavam de uma Austrália que não existe. É de facto um país excepcional, que ficará para sempre gravado em mim, mas existem também aqui muitos problemas e a crise toca a todos, com todo o aproveitamento que se possa fazer disso.
O mal está feito, não há volta a dar, a vida não volta atrás, resta-me agora continuar a lutar em Portugal. Porque há uma coisa que toda a gente tem de se mentalizar, com esta idade em lugar algum se consegue alguma coisa, a vida está para quem tem menos de 30 anos e só tenho mesmo pena é de não ter feito isto mais cedo. Aí a conversa teria sido outra.
Perdi demasiado em vir para aqui, mas ganhei plena consciência de que a minha situação aqui não vai melhorar, por isso as contas são fáceis de fazer, continuando aqui ainda vou perder mais. Mesmo que me aguentasse, acabaria o Mestrado no próximo ano, já com 40 anos. Tinha de voltar na mesma. Por isso estender uma coisa que está morta à nascença para quê? Ficar aqui até ao fim implicaria gastar uma fortuna de que não veria qualquer retorno, como até hoje não vi face à minha formação académica. Teria forçosamente de regressar a Portugal na mesma. Estar aqui é mais do mesmo.
Pois que mudei de ares, mas o cheiro continuou o mesmo. Vejo-me no mesmo beco, com portas a fecharem-se. Como sabem, a única coisa que arranjei aqui foi trabalhar nas obras, mas que se torna incomportável conciliar com os estudos. E o resto já sabem, mas se não percebem façam o favor de o tentar fazer, de perceber.
Pois que chegou novo momento de tomar outra grande decisão, e analisando o pouco tempo que aqui estive, em que pouco ou nada correu bem, as opções são poucas, com a mais forte a ser a do regresso. Não dá para esperar mais tempo, pese embora tenha pesquisado activamente emprego, este não apareceu e ainda vou a tempo de pedir reembolso do dinheiro despendido no primeiro semestre, e mesmo que não seja todo, uma boa parte poderá ser recuperado, e assim o prejuízo não será total.
Tenho pena que a coisa não tenha resultado, principalmente depois de tudo o que abdiquei. Esta é uma cidade fabulosa para se viver, a Universidade, apesar da desorganização, tem bastante nível e tenta proporcionar o melhor aos seus alunos, mas lá está, sem dinheiro não há festa. Tentar conciliar o trabalho como trolha com os estudos só iria prejudicar estes e traria como consequência problemas com a Imigração. Em caso de reprovação em alguma disciplina o visto é cancelado e não há direito a qualquer reembolso. E se voltar agora ainda volto com algum no bolso.
Cancelei hoje a minha matrícula e amanhã vou pedir o reembolso, tendo agora 28 dias para sair. Volto para Portugal com mais uma lição de vida. Pelo menos aprendi aqui novas formas de ver a vida, que espero manter ao longo da minha vida, assim esta deixe.
Se desiludi alguém, tenho pena, também eu me sinto desiludido. A vida continua e nunca se devem baixar os braços. O que estou a fazer pode parecer um baixar de braços, mas não é. É precaver-me contra um destino que se obvia, por isso mais vale sair daqui a bem do que arranjar problemas no futuro. E assim se deixam portas abertas.
Por muito que uma pessoa diga que pensa em tudo, acaba mesmo por nunca pensar em tudo. Falharam-me alguns cálculos ao início, talvez levado pela música que cantavam de uma Austrália que não existe. É de facto um país excepcional, que ficará para sempre gravado em mim, mas existem também aqui muitos problemas e a crise toca a todos, com todo o aproveitamento que se possa fazer disso.
O mal está feito, não há volta a dar, a vida não volta atrás, resta-me agora continuar a lutar em Portugal. Porque há uma coisa que toda a gente tem de se mentalizar, com esta idade em lugar algum se consegue alguma coisa, a vida está para quem tem menos de 30 anos e só tenho mesmo pena é de não ter feito isto mais cedo. Aí a conversa teria sido outra.
Perdi demasiado em vir para aqui, mas ganhei plena consciência de que a minha situação aqui não vai melhorar, por isso as contas são fáceis de fazer, continuando aqui ainda vou perder mais. Mesmo que me aguentasse, acabaria o Mestrado no próximo ano, já com 40 anos. Tinha de voltar na mesma. Por isso estender uma coisa que está morta à nascença para quê? Ficar aqui até ao fim implicaria gastar uma fortuna de que não veria qualquer retorno, como até hoje não vi face à minha formação académica. Teria forçosamente de regressar a Portugal na mesma. Estar aqui é mais do mesmo.
Amigo as justificações são para os nossos botões! Haverá sempre quem te apoie, haverão sempre os outros que te condenem....Volta junta-te a nós que é para parecermos muitos...
ResponderEliminarContinuo a admirar a tua coragem, Nuno!
ResponderEliminarPikachu
Beijo grande
Desiludir? Quem??? Estás doido? Tiveste a coragem de arriscar tanto para ir em busca de um futuro melhor. Isso ninguém te pode tirar! Ao menos tentaste! sim, é pena não ter resultado, mas daqui uns anos quando te lembrares deste momento da tua vida, irás ficar aorgulhoso, pois tentaste!
ResponderEliminarPior é se chegasses daqui a uns anos e te arrependesses de não tentares! Nunca irias saber o que te esperava!
Não deu, olha paciência! Será mais um desafio a derrubar!
Volta para cá que cá é que estás bem :)
E nós cá estaremos para te receber :)
Bjs