De entre muita coisa escabrosa que ouvi no sábado, uma delas foi a da diferença cultural. Porquê? Porque comentei que aqui é mais chato carregar um telemóvel do que em Portugal. No Rectângulo basta-nos ir a qualquer multibanco, digitar os dados necessários e carregamento efectuado no momento. Aqui temos de ir a uma loja de conveniência, pagar e depois informar a operadora dos dados do pagamento e do telemóvel e só depois é que podemos falar. Hum! Onde é que há aqui uma diferença cultural? A mim cheira-me mais a uma questão prática. A primeira operadora móvel na Austrália que experimente o carregamento por multibanco e vai ver o sucesso que vai ter. Se fosse ao contrário, aí sim, é que os portugueses seriam uns anormais. Entretanto levei com o velhinho chavão de "é a cultura deles pá!" Onde é que isso é cultura, volto eu a perguntar.
Irrita-me solenemente esta gente que acha que é fino falar das diferenças culturais, achando-se intelectualóides esquesitóides. Raios vos partam! Acordem para a vida. Nem fazem ideia do que falam, principalmente quando dizem que o povo da República Dominicana é muito simpático. Experimentem vocês trabalhar num resort e vão ver como também têm de ser simpáticos.
Felizmente nunca precisei de lições de cultura de um povo. Felizmente sempre soube respeitar as diferenças e não precisei andar pelo Mundo a conhecê-las. Bastou-me para tal não me limitar a novelas e futebol, nem à Maria ou à Caras. De determinado tipo de pessoas é que não admito que venham com a história "é a cultural deles pá!" A cultural deles é o que vou investigando durante a minha estada aqui, e não é certamente o facto de irem carregar o telemóvel a um supermercado que se torna um factor cultural.
Mas adiante. Quem me conhece sabe que fervo quando alguém se põe com a história de que "Portugal é isto, Portugal é aquilo". Fonix, Portugal é mais um país, com as suas virtudes e os seus defeitos, como outro país. "Ah e tal aqui não se pratica desporto". Ai não? Vão a Belém em Lisboa ou à Foz no Porto! São aos magotes! "Que irritante uma pessoa a querer sair do metro e as pessoas que vão entrar não deixam ninguém sair". De facto sim, é irritante, mas se a Austrália é considerado um país muito à frente e essa situação acontece em todo o lado, então leva-me a concluir que Portugal é também um país muito à frente. "Que nojo, os cães cagam em todo o lado!" O último cão que vi a fazer isso foi ontem, estava atrelado ao dono, este riu-se e continuou como se nada fosse, e eu estou aqui desde quinta-feira.
Uma coisa que me põe fora de mim são os pseudo-grafitis. Autêntica poluição aos mais variados níveis. Fantástico! Aqui também há! Hum! Mas só Portugal é que é retardado, aos olhos dos seus próprios filhos. Mas a Austrália, ainda sob os mesmos olhos é muito à frente. Bom, aqui uma palavra especial para os pobres coitados que gostam de riscar tudo o que têm pela frente: façam sexo, muito mesmo. Sim, compreendo que por não o conseguirem com terceiros vos leva a sujar paredes e a estragar propriedade pública. Usem as vossas próprias mãos e fechem os olhos, isso também vos dará prazer e aliviará a vossa solidão e frustração. E usem e abusem dessa técnica. Até ficarem com os vossos instrumentos em ferida. Ao menos assim ficam de cama, de perna aberta, e não vão para a rua estragar propriedade pública que serve para o dia-a-dia do povo.
Voltando à cultura, e à cantiga de que o povo português é mauzinho. Acreditem, somos tão mauzinhos como outro qualquer. O que se passa aqui, passa-se aí e passa-se em qualquer lugar, salvo algumas nuances. Não podemos ser tão derrotistas e estar sempre a falar mal do nosso umbigo. O nosso maior problema é mesmo não nos valorizarmos. Estes gajos valorizam-se e melhor, não se gabam. São felizes mas entretanto não se andam a cagar ao Mundo inteiro. Sabem que o são e aproveitam o bom que têm (mas as nossas praias são melhores! E do vinho nem se fala!)
Há por aí tanto intelectualóide a criticar tudo e todos sem sequer parar para pensar um pouco. Alguns até me deixam atónito, pois já passaram para além da rua onde moram e por isso teriam obrigação de medir as palavras e fazer uma análise mais cuidada.
Irrita-me solenemente esta gente que acha que é fino falar das diferenças culturais, achando-se intelectualóides esquesitóides. Raios vos partam! Acordem para a vida. Nem fazem ideia do que falam, principalmente quando dizem que o povo da República Dominicana é muito simpático. Experimentem vocês trabalhar num resort e vão ver como também têm de ser simpáticos.
Felizmente nunca precisei de lições de cultura de um povo. Felizmente sempre soube respeitar as diferenças e não precisei andar pelo Mundo a conhecê-las. Bastou-me para tal não me limitar a novelas e futebol, nem à Maria ou à Caras. De determinado tipo de pessoas é que não admito que venham com a história "é a cultural deles pá!" A cultural deles é o que vou investigando durante a minha estada aqui, e não é certamente o facto de irem carregar o telemóvel a um supermercado que se torna um factor cultural.
Mas adiante. Quem me conhece sabe que fervo quando alguém se põe com a história de que "Portugal é isto, Portugal é aquilo". Fonix, Portugal é mais um país, com as suas virtudes e os seus defeitos, como outro país. "Ah e tal aqui não se pratica desporto". Ai não? Vão a Belém em Lisboa ou à Foz no Porto! São aos magotes! "Que irritante uma pessoa a querer sair do metro e as pessoas que vão entrar não deixam ninguém sair". De facto sim, é irritante, mas se a Austrália é considerado um país muito à frente e essa situação acontece em todo o lado, então leva-me a concluir que Portugal é também um país muito à frente. "Que nojo, os cães cagam em todo o lado!" O último cão que vi a fazer isso foi ontem, estava atrelado ao dono, este riu-se e continuou como se nada fosse, e eu estou aqui desde quinta-feira.
Uma coisa que me põe fora de mim são os pseudo-grafitis. Autêntica poluição aos mais variados níveis. Fantástico! Aqui também há! Hum! Mas só Portugal é que é retardado, aos olhos dos seus próprios filhos. Mas a Austrália, ainda sob os mesmos olhos é muito à frente. Bom, aqui uma palavra especial para os pobres coitados que gostam de riscar tudo o que têm pela frente: façam sexo, muito mesmo. Sim, compreendo que por não o conseguirem com terceiros vos leva a sujar paredes e a estragar propriedade pública. Usem as vossas próprias mãos e fechem os olhos, isso também vos dará prazer e aliviará a vossa solidão e frustração. E usem e abusem dessa técnica. Até ficarem com os vossos instrumentos em ferida. Ao menos assim ficam de cama, de perna aberta, e não vão para a rua estragar propriedade pública que serve para o dia-a-dia do povo.
Voltando à cultura, e à cantiga de que o povo português é mauzinho. Acreditem, somos tão mauzinhos como outro qualquer. O que se passa aqui, passa-se aí e passa-se em qualquer lugar, salvo algumas nuances. Não podemos ser tão derrotistas e estar sempre a falar mal do nosso umbigo. O nosso maior problema é mesmo não nos valorizarmos. Estes gajos valorizam-se e melhor, não se gabam. São felizes mas entretanto não se andam a cagar ao Mundo inteiro. Sabem que o são e aproveitam o bom que têm (mas as nossas praias são melhores! E do vinho nem se fala!)
Há por aí tanto intelectualóide a criticar tudo e todos sem sequer parar para pensar um pouco. Alguns até me deixam atónito, pois já passaram para além da rua onde moram e por isso teriam obrigação de medir as palavras e fazer uma análise mais cuidada.

Sem comentários:
Enviar um comentário