terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Linguagem

Pois que só tenho praticamente falado espanhol. Inglês quase nicles. Português muito menos. Vicissitudes de as únicas pessoas com quem praticamente me dou serem colombianas. Vejo as placas toponímicas, e ao invés de as ler na língua de Shakespeare, leio na língua de Cervantes (que excelente nível cultural para um nativo da língua de Camões).
Quando falo inglês até acho estranho. Há pouco ligou-me uma pessoa daqui, de quem me foi concedido (muito simpaticamente) o contacto. Pude ouvir um doce e suave inglês, podendo responder da mesma forma. Mas suave é coisa que o rapaz não me vai arranjar, que o mais certo é ir parar às obras. Mas enfim, deu para desenferrujar o inglês. E mal ou bem aqui nas obras ganha-se muito bem. E por isso caga na dignidade, que esta também tem preço. Quem não gostar de ter um conhecido como trolha, paciência! Temos pena.
Do que tenho saudades mesmo é de contar uma bela anedota, daquelas bem ordinárias e com direito a uma expressiva e clara linguagem bem gestual. Bem posso tentar contar anedotas aos meus parceiros de casa, mas isso da anedota tem muito a ver com a cultura. Poder até posso, mas mais vale fechar-me no meu mundo e sonhar com o meu regresso e desatar a arrotar anedotas do mais recauchetado humor.
Se for para as obras, infelizmente não poderei recorrer ao tão fino vernáculo de trolha. Se gritar lá de cima "Ò ESTRELA, QUERES COMETA?", o mais certo é acharem-me... diferente. Por isso, e antes de começar a partir pedra, mais vale começar em traduções credíveis das mais ordinárias bocas, dignas de um qualquer trolha. E nem pensar na tão velhinha "Ò filha, deves trabalhar na TMN, é que tens um cú que é um mimo", que aqui as operadoras são a Yes Optus, Vodafone, Telstra, Virgin e outras.
E por falar em linguagem, que vontade de a baixar aos mais baixos índices de qualidade quando penso na minha Universidade. Que imensa vontade tenho eu de os mandar para um grande e grosso mangalho, que lhes rompa o mais fino dos esfíncteres. Sim, estou a falar do "enrolment", que se está a provar herculeana tarefa, que não mais tem fim. Pois se a merda do programa foi alterado, por que raio na merda de uma semana ainda não alteraram o sistema informático? Obrigam-nos a fazer o "enrolment" sob o programa antigo para quê? Gostam de confusão? A sério, um "go to dick" não funciona, caso contrário muita anedota contaria aqui, mas tarda nada levam é com um bom "fuck you".

3 comentários:

  1. OMG lololol eu gostava era de te ver a mandar esses piropos em português lá de cima do andaime lololo

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  2. Uma porra, que tenho vertigens, por isso só posso construir ao nível do rés-do-chão.

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  3. É o trolha especializado em assentamento de chão AHAHAHAHAH

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