Já alguns sabem que me saltou a tecla. A do "o", do meu portátil. É tudo a ajudar. E logo a do "o" que tanta falta faz na língua portuguesa. E isto porque queria limpar o pó ao teclado. Um gajo quer ser cuidadoso e descuida-se.
Até parece uma analogia. É o que quiserem. De facto, saltou-me uma tecla qualquer e tive de me fazer à vida, numa fase em que devia estar a estabilizar profissionalmente. Agora estou mais perto de servir às mesas ou de partir pedra.
Pouco mais de 4 meses após ter tido a ideia de vir para aqui, e pois que cá estou eu. Após assinaturas, estudo, exames de inglês, exames médicos (após algumas noites de copos ò para mim a fazer xixi num copinho e a entregar um raio-x ao tórax de um fumador de 2 maços diários, directamente para a Embaixada da Austrália). No fim, o choro, os abraços, as dúvidas.
Dúvidas, muitas. Se é disparatado o que fiz? Umas vezes acho que sim, outras que não. Outras em que não tenho qualquer opinião, mas normalmente nessas estou a dormir. Mas se em 10 anos a tentar mudar o rumo à minha vida me cortaram as pernas, não seria agora que como por milagre o conseguiria fazer no nosso Rectângulo. Mas bem que gostaria de contribuir para o nosso IRS. Percebem agora as dúvidas?
A princípio a raiva interior, quero bazar e não mais voltar. O dia aproxima-se, a raiva esvanece, a dor começa. A dor da despedida. E foda-se, dói! Ver uma pessoa da minha família, extremamente especial para mim, a chorar às escondidas, é uma puta de uma imagem que nesta fase da vida me marcou. O raio da mulher nunca na vida chorou. Sempre impávida e serena. E se há pessoa que tem todas as razões do Mundo para chorar é ela, pois está só.
A minha dor de deixar o meu coração em Lisboa. Por muitas turras que déssemos, valiam os momentos a lamber cornetos e a espetá-los no meio da testa. Aquela disfuncionalidade era o nosso momento, o nosso mundo. E se gostava! E se gosto!
A dor de deixar amigos que amo. A maior riqueza que podemos ter. Pensar permanentemente nisto tudo deixa-me lá em baixo. Dava jeito inventarem Viagra para a moral. Ou que a moral tivesse também a velhinha tesão do mijo. Sim, já sei, tanto marmelo por esse Mundo fora que deixa tudo para trás. Pois é, e perguntem lá se não lhes custa? Pois claro que custa, ou não posso deitar isso tudo cá para fora?
Os últimos dias foram lixados pá! Sessões contínuas da facadinhas no coração. Começou pela maravilhosa casa onde fui incalculavelmente feliz, acabando em despedidas consecutivas dos meus. E deixar para trás as lambidelas de cornetos.
Valeu pela viagem, foi um intervalo na encavadela geral. Cockpit no voo para Frankfurt e ainda um saquinho com surpresas (uma das surpresas a ser uma latinha de conserva com ar do Porto) e ainda upgrade para classe executiva no último voo. Voar 14 horas com este coiro deitadinho foi outra coisa. Obrigado primão!
Abu Dhabi. Quer ser Dubai. Vale pela praia. Mas ali não me apanhavam. Muito menos para comprar material fotográfico que para isso ficava aí e ia comprar o material à Colorfoto, que até estes conseguem fazer preços mais baratos. Telemóveis sim, que comprei um Nokia E5, desbloqueado, por 95 USD. E vem com letras árabes. Quando me lixarem a cabeça já sabem, vão levar com resposta em árabe. Pode ser que quem me moa o juízo leve com uma bomba no meio do totiço.
Voltando à tecla, está a enervar-me ao máximo, parece que o "o" é a letra mais utilizada em português. Levo que tempos a carregar na maldita tecla. E corta-me o pensamento. E este está a passar por uma revolução.
Até parece uma analogia. É o que quiserem. De facto, saltou-me uma tecla qualquer e tive de me fazer à vida, numa fase em que devia estar a estabilizar profissionalmente. Agora estou mais perto de servir às mesas ou de partir pedra.
Pouco mais de 4 meses após ter tido a ideia de vir para aqui, e pois que cá estou eu. Após assinaturas, estudo, exames de inglês, exames médicos (após algumas noites de copos ò para mim a fazer xixi num copinho e a entregar um raio-x ao tórax de um fumador de 2 maços diários, directamente para a Embaixada da Austrália). No fim, o choro, os abraços, as dúvidas.
Dúvidas, muitas. Se é disparatado o que fiz? Umas vezes acho que sim, outras que não. Outras em que não tenho qualquer opinião, mas normalmente nessas estou a dormir. Mas se em 10 anos a tentar mudar o rumo à minha vida me cortaram as pernas, não seria agora que como por milagre o conseguiria fazer no nosso Rectângulo. Mas bem que gostaria de contribuir para o nosso IRS. Percebem agora as dúvidas?
A princípio a raiva interior, quero bazar e não mais voltar. O dia aproxima-se, a raiva esvanece, a dor começa. A dor da despedida. E foda-se, dói! Ver uma pessoa da minha família, extremamente especial para mim, a chorar às escondidas, é uma puta de uma imagem que nesta fase da vida me marcou. O raio da mulher nunca na vida chorou. Sempre impávida e serena. E se há pessoa que tem todas as razões do Mundo para chorar é ela, pois está só.
A minha dor de deixar o meu coração em Lisboa. Por muitas turras que déssemos, valiam os momentos a lamber cornetos e a espetá-los no meio da testa. Aquela disfuncionalidade era o nosso momento, o nosso mundo. E se gostava! E se gosto!
A dor de deixar amigos que amo. A maior riqueza que podemos ter. Pensar permanentemente nisto tudo deixa-me lá em baixo. Dava jeito inventarem Viagra para a moral. Ou que a moral tivesse também a velhinha tesão do mijo. Sim, já sei, tanto marmelo por esse Mundo fora que deixa tudo para trás. Pois é, e perguntem lá se não lhes custa? Pois claro que custa, ou não posso deitar isso tudo cá para fora?
Os últimos dias foram lixados pá! Sessões contínuas da facadinhas no coração. Começou pela maravilhosa casa onde fui incalculavelmente feliz, acabando em despedidas consecutivas dos meus. E deixar para trás as lambidelas de cornetos.
Valeu pela viagem, foi um intervalo na encavadela geral. Cockpit no voo para Frankfurt e ainda um saquinho com surpresas (uma das surpresas a ser uma latinha de conserva com ar do Porto) e ainda upgrade para classe executiva no último voo. Voar 14 horas com este coiro deitadinho foi outra coisa. Obrigado primão!
Abu Dhabi. Quer ser Dubai. Vale pela praia. Mas ali não me apanhavam. Muito menos para comprar material fotográfico que para isso ficava aí e ia comprar o material à Colorfoto, que até estes conseguem fazer preços mais baratos. Telemóveis sim, que comprei um Nokia E5, desbloqueado, por 95 USD. E vem com letras árabes. Quando me lixarem a cabeça já sabem, vão levar com resposta em árabe. Pode ser que quem me moa o juízo leve com uma bomba no meio do totiço.
Voltando à tecla, está a enervar-me ao máximo, parece que o "o" é a letra mais utilizada em português. Levo que tempos a carregar na maldita tecla. E corta-me o pensamento. E este está a passar por uma revolução.

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