quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Excesso de organização leva à desorganização

Finalmente fiz o meu "enrolment"! weeeeeeeeeee clap clap clap clap Lá fui à secretaria para receber ajuda. Recebi eu e recebeu a rapariga que me ajudou. De facto, ninguém pesca de "enrolments". Agora nova aventura se avizinha, o STS, que significa Student Timetabling System. Quer isto dizer que são os próprios alunos que estabelecem os seus horários.
Para já, tenho de esperar 48 horas, sendo que o mais provável é que apenas na segunda-feira consiga estabelecer os horários. Mas já sei de antemão que vou ter sérias dificuldades. Entretanto já tenho cartão de estudante, obviamente com uma fotografia de assassino. Validade até 28 de Fevereiro de 2014. Espero bem antes disso já me ter pirado daqui. E que fofos que foram, até uma agenda de aluno deram. Falta agora tratar da segurança, visto que os acessos às áreas interiores são feitos com código. E temos ainda uma conta de mail, mas bem gostaria que ela funcionasse.
Tanta organização! Que resulta em tanta desorganização!
Chego à universidade e mais parece que cheguei a um acampamento de "trance". O maior dos chavascais com tendas de feira e música aos altos dos gritos. Se a minha família sabe a universidade em que me meti... é bilhete de regresso na certa e ala para uma boa universidade tuga, onde gajos de barba feita e quarentões comandam os destinos das associações de estudantes.
Nunca passei tanto tempo numa cidade que não fosse Lisboa ou Porto. Por isso sinto-me já um Melbourniano. E vejo os turistas com outros olhos. Chinelinho, meia branca, mapa na mão e calo no dedo de tanto disparar a "fotografeira". Até já me perguntam indicações. E eu, claro, como bom Melbourniano que sou, lá ajudo no que puder. Mas não sem antes lhes foder o juízo com um belo sotaque australiano.
Mas falta contar essa de ver os turistas com outros olhos. É tanga! O que vejo é gente com vontade de conhecer, de descobrir novos lugares e novas gentes. Ou pelo menos aqueles que querem mesmo isso. Porque nota-se que anda por aí muito bom turista que para eles estar aqui ou estar na casa do caralho é uma e a mesma coisa.
Lá está, sempre a eterna discussão entre o turista e o viajante. Mas um viajante só vem a esta cidade é para apanhar o avião. Gosto da cidade e não me imaginaria a viver noutra cidade deste país, mas isto não é para viajantes. E mesmo os turistas são capazes de ficar um pouco tristes. Esta cidade não é para "turismar", é para viver. Muita vida (excepto nesta merda de subúrbio, ou qualquer outro subúrbio daqui), muito cosmopolita, muitas actividades. Aqui preza-se a vida. E ainda se fica grato.
Em Fitzroy, St. Kilda, Brighton, é onde a vida acontece. Restaurantes a dar com pau, bares e montes de merdas para se fazer. De tal modo que se sente um overload de informação. Tal e qual como a puta da minha universidade, que até ginásio tem. Mas o que podia mesmo ter era um pouco de sentido.

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