sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

E os valores pá?

Pois é meus amigos, vi agora um vídeo que, além de me rever inteiramente nele, como português, assenta que nem uma luva em muitos povos.
E fala-se no vídeo de uma crise pior que a financeira, a crise de valores. Explica o rapaz, colombiano de origem japonesa, que o Japão é um país pobre. Se pararmos um pouco para pensar, o rapaz não deixa de ter razão. O Japão não tem petróleo, não tem café e não tem muita coisa, a não ser espírito de união e de trabalho. Mas tem uma Economia avassaladora, porque lá poupa-se. E trabalha-se. Diz o rapaz que a Colômbia é um pais riquíssimo. Paramos outra vez para pensar, e chegamos à conclusão que é verdade. Este país tem petróleo e café a magotes. É riquíssimo. Mas socialmente muito pobre. E por isso mesmo não é uma Economia forte no panorama mundial.
No Rectângulo, de facto, não temos nada disso, mas no Luxemburgo também não mas entretanto têm uma Economia fortíssima. E têm união e espírito de luta. E isso leva à prosperidade. No Rectângulo queremos subsídios para tudo, como se de uma dependência se tratasse, como se o Estado tivesse obrigação de subsidiar tudo e todos.
Mas trabalhar não, que doem as cruzes. Na hora de trabalhar dói tudo a todos, mas passar noites ao relento e ao frio para comprar bilhetes para qualquer coisa, e ainda fazer gala disso, já não dói nada. E qualquer dia começa alguém a exigir subsídio ao Estado para se passar uma noite ao relento para comprar um bilhete para ver os U2 ou a Madonna.
Em boa hora vi este vídeo, faz tanto lembrar o nosso Portugal. É que até o "- Olá como vais? - Vamos mal" é mencionado. Está sempre tudo mal. Faz falta pensar positivo. Sim, bem sei que a vida não sorri para todos, bem sei que passamos tempos difíceis, mas o pensamento é sempre o mesmo. Há que lutar para as coisas melhorarem, não podemos ficar parados.
Temos que admitir, o discurso do vídeo enfia-nos a carapuça, à grande! A cultura vigente é a do "mamismo" à sombra da bananeira. E é ver barracas com plasmas lá dentro, mas entretanto barrigas vazias. É ver pessoas a chorarem-se na televisão que não têm dinheiro para pagar as despesas, vulgo luz, água, gás, televisão. Televisão? Mas se não têm dinheiro para quê que têm televisão por cabo? E a renda da casa. Pois, há que comprar casa, e nova. Ui! Falta o carro. Ah pois, é um bem de primeira necessidade.  Assim como o telemóvel de última geração, comprado a prestações.
Vivi em casa arrendada (sim, arrendada, que alugar alugam-se bens móveis. Uma casa arrenda-se, não se aluga), não havia televisão por cabo e despesas bem controladas. E não morri por isso ou fui menos feliz. "Ah e tal, se estavas tão bem então porque emigraste?" A resposta é simples: porque não tenho perfil de subsídio-mamão. Quem tinha que me sustentar em devido tempo fê-lo no seu devido tempo. O Estado não é o meu papá ou a minha mamã.
A riqueza de um país, de um povo, faz-se do seu espírito de união e de trabalho. É chavão, mas também nós nos devemos interessar pelo que podemos dar ao País, para que este nos possa dar algo. O dinheiro não cai do céu e o Estado não o inventa.
A sério que sonho com um Portugal próspero, mas se nos prendemos à ofensa fácil aos governantes, que só eles é que têm a culpa, tudo não passará mesmo do sonho. Se os políticos são maus, o povo que se una e se imponha. Agora não "regatear" uma atitude menos positiva do Governo porque parece mal ou porque isto está bom é para a praia... Sorte dos povos do Norte da Europa não terem praia. Mas têm um Governo que está sob permanente escrutínio do povo, e se este não gosta de alguma coisa não precisam de partir tudo. Apenas se unem e exigem mudanças. Então acabemos com as praias em Portugal.

Sem comentários:

Enviar um comentário